PROTESTE avalia oito filtros de água: saiba qual é a melhor opção do mercado

Resultado mostra que os melhores filtros ainda são os que não refrigeram
Um filtro que libera água natural e gelada pode ser um bom negócio. Isso é o que muitos consumidores pensam, mas a realidade pode ser outra. É o que aponta o teste da PROTESTE, Associação de Consumidores.

Ainda vale mais a pena encher a garrafa e levá-la a geladeira em seguida. Isso porque, dependendo do aparelho, de nada vai adiantar pagar caro por um filtro com refrigeração: a temperatura da água sai muito aquém do desejado e, se estiver calor, o consumidor irá bebê-la fresca.

Dos cinco modelos com refrigeração, só um apresentou bom desempenho para gelar a água retirar o cloro. Já em relação aos três filtros mais simples (sem refrigeração) que foram avaliados, o consumidor pode comprar qualquer um sem medo: todos cumprem a função de melhorar a qualidade da água.

Segundo o teste da Associação, se o consumidor optar pela escolha certa (Lorenzetti Naturallis) ao invés do modelo mais caro (Europa Palladium Smart), que é o melhor do teste, vai poupar R$ 535,00.

Três modelos retiram 95% do cloro

Além de gelada, a água também precisa estar própria para o consumo. O teste analisou a capacidade dos filtros de eliminarem o cloro, presente na água devido ao tratamento no sistema de abastecimento – havendo um limite seguro para a sua ingestão.

Para que um filtro seja certificado, ele deve eliminar mais de 75% do cloro até o fim da vida útil do elemento filtrante. Para a PROTESTE, quanto maior a eficiência do produto nesse critério, melhor. Só Europa, Colormaq e Master Frio retiraram mais de 95% do cloro. Latina, e IBBL, por terem tido resultados abaixo de 80%, foram consideradas ruins em termos comparativos (embora ainda estejam dentro do que pede a legislação). Já a Everest teve uma das 3 amostras do seu modelo analisadas com resultado abaixo de 75% de eficiência na retirada de cloro o que fez com seu resultado também fosse ruim.

Foi avaliada também a eficiência para evitar a proliferação de micro-organismos. Como os produtos têm um reservatório de água, é natural que, após um período de tempo com a água parada nesse local, exista um crescimento de micro-organismos. Mas os filtros não podem criar um ambiente que favoreça esse crescimento. Nesse caso, todos os produtos se saíram muito bem, pois não aumentam a taxa de crescimento natural dos micro-organismos.

Elemento filtrante precisa ser trocado

Para garantir a eficiência dos aparelhos, é preciso trocar, de tempos em tempos, o elemento filtrante. O ideal para a Proteste é que esse item consiga filtrar de maneira eficaz mais de 5 mil litros de água.

Nesse caso, Latina, Europa e Lorenzetti (todos sem sistema de refrigeração) se destacaram. Nos dois últimos, foi possível filtrar bem 6 mil litros, o que equivale a 300 galões de 20 litros. Os elementos filtrantes com menor duração (3 mil litros) foram do Electrolux, IBBL e Master Frio.

Apenas Europa, Electrolux e IBBL têm um controle visual indicando o momento certo para a substituição do elemento filtrante. Nos outros, o fabricante indica que isso aconteça entre 6 e 12 meses.

Os filtros com refrigeração são os únicos que usam energia elétrica e, segundo o teste, não oferecem riscos de curto circuito ou choque. Todos são fáceis de instalar (isso é bem explicado no manual).

Em relação ao posicionamento deles, o ideal é que o cordão de alimentação tenha cerca de 1 metro, já que muito menor que isso não há flexibilidade na instalação e maior pode deixá-lo exposto. O do Everest foi o melhor, com 102 cm. O pior, o do Master Frio (120 cm).

Em relação aos modelos com sistema de refrigeração, o único indicado a compra, o Colormaq, teve um consumo de energia, segundo a PROTESTE, responsável por cerca de R$ 9,50 ao mês na sua conta (valor medido em stand-by). Não chega a onerar muito.

 

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